Terça-feira, 23 de Junho de 2009

Agile e Arena: lançamentos à vista!


Dois importantes (e aguardados) lançamentos previstos para este ano tiveram seus nomes revelados nos últimos dias.

Na segunda-feira, a Chevrolet anunciou que Agile será o nome oficial do hatchback do Projeto Viva, provavelmente a novidade mais aguardada no mercado nacional desde o Novo Gol, lançado em 2008.

O modelo, que será produzido na Argentina, chegará ao Brasil no final do ano com o mesmo motor 1.4 Econoflex utilizado no Prisma e no Corsa. Seu objetivo será bater de frente com o Fox, que ganhará fôlego renovado com a reestilização prevista para julho.

Para bater seus rivais, o Agile vai apostar na mesma receita que consagrou o compacto da VW: posição de dirigir elevada, amplo espaço interno e desenho jovial. O carro é a grande aposta da Chevrolet para manter os bons resultados no Brasil, um dos poucos países rentáveis para a GM. Na Argentina, o Agile possui um site exclusivo que promete revelar novidades sobre o carro nas próximas semanas.

Já nesta terça-feira foi a vez de o Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo (SP) confirmar que Arena deve mesmo ser o nome de batismo da nova geração da Volkswagen Saveiro. A picape pequena chega no fim do ano e as primeiras unidades já estão sendo produzidas pela montadora.

A contratação de 200 funcionários temporários visa ajudar na fabricação dos lotes iniciais do modelo, que deve contar com duas opções de cabine (simples e estendida) e três versões, incluindo uma aventureira.

Quando chegar às concessionárias, a Arena (ou Saveiro, como queira) não vai ter vida fácil. Além da Strada Cabine Dupla - que será apresentada oficialmente no final de junho -, o segmento vai ganhar outra novidade: a picape 207, que há tempos roda camuflada em testes nas proximidades da fábrica da Peugeot, em Porto Real (RJ).

Até a próxima!

Vitor

Domingo, 21 de Junho de 2009

Rally dos Sertões 2009: Ford no Twitter


A 17ª edição do Rally dos Sertões começa em Goiânia (GO) no próximo dia 23 e os internautas terão uma boa novidade para acompanhar uma das provas mais tradicionais das competições de fora-de-estrada: a Ford vai cobrir o evento de forma inédita na Internet!

Serão dez dias de desafios por sete estados brasileiros, com 90% do percurso inédito em relação aos anos anteriores. E você poderá saber todas as novidades pelo Brand Channel da Ford (que você pode acessar clicando aqui) ou pelo Twitter (clique aqui e confira). Lá, além de saber tudo sobre o rali, os usuários poderão até entrar em contato e fazer perguntas para a equipe da Ford Caminhões!

Não perca as aventuras da equipe Território 4x4 Ford e do caminhão F-4000, que está na estrada (e, por que não, nas trilhas também) há mais de 25 anos e é o modelo mais vendido em sua categoria no Brasil.

Bom rali para todos!

Vitor

Este post é um publieditorial

Domingo, 14 de Junho de 2009

Cinquecento: a surpresa da Fiat


Fotos: Vitor Matsubara

A Fiat apresentou uma grande surpresa no QRX 2009, evento realizado pela revista Quatro Rodas no Autódromo de Interlagos durante os dias 9 e 14 de junho.

O Cinquecento, que já havia dado o ar de sua graça no último Salão do Automóvel, chegou no local na manhã da quinta-feira e logo passou a ser o centro das atenções. Equipado com um motor 1.4 16V de 100 cv, o compacto não fez feio e andou perto de modelos maiores e mais potentes, graças a sua boa relação peso/potência.

O carrinho é fabricado na planta de Tychy, na Polônia, e usa a mesma base do novo Ford Ka europeu. Tem espaço para apenas quatro passageiros, mas que são bem tratados: o 500 conta com ar-condicionado, freios com sistema anti-travamento (ABS), controle de estabilidade (ESP), direção hidráulica, trio elétrico, airbag duplo e bancos de couro.

A Fiat afirmou que o Cinquecento chega ao Brasil ainda no segundo semestre, na mesma versão exibida no QRX. Especula-se que o preço deve girar em torno de R$ 70 mil, meio termo entre o smart fortwo (vendido por quase R$ 60 mil) e o Mini Cooper, cujo preço parte dos R$ 92 mil.

Até a próxima!

Vitor

Quarta-feira, 3 de Junho de 2009

GM: e o futuro?


O pior aconteceu. Quem acompanhou os noticiários nos últimos dias sabe que a General Motors entrou com um pedido de concordata na última segunda-feira, 1º de junho.

A decisão da empresa foi o último capítulo de uma história que vinha se arrastando há anos, muito antes de quando a montadora norte-americana perdeu a liderança de vendas do mercado mundial para a Toyota pela primeira vez, em 2008.

A concordata foi o resultado de uma série de estratégias equivocadas de uma marca que um dia já se vangloriou de ser o símbolo da prosperidade norte-americana, a tradução do american way of life e responsável pela criação de mitos do mundo das quatro rodas, como o Bel Air e o Corvette.

Tal qual sua conterrânea Chrysler, a GM terá de unir suas forças para tentar se reestruturar. Ao recorrer ao chamado Chapter 11, a montadora contará com um prazo pré-determinado pelo governo dos EUA para colocar ordem na casa. Cortar custos será a palavra de ordem, promovendo demissões, fechando fábricas e vendendo algumas de suas marcas mais tradicionais, como a Hummer.

É difícil prever também quais serão os efeitos da concordata no Brasil. Ainda que os altos executivos da GM Brasil afirmem que nada mudará, é difícil acreditar que isso de fato vai acontecer. A criação da "Nova GM" fará com que o governo dos EUA assuma o controle temporário da filial brasileira, uma das mais lucrativas da GM no mundo.

O presidente da GM Brasil e Mercosul, Jaime Ardila, garantiu que os investimentos de 2 bilhões de dólares estão mantidos. Já o vice-presidente da companhia, José Carlos Pinheiro Neto, afirmou em rede nacional de TV que a empresa segue comprometida com a renovação total de sua linha de produtos até 2012.

A General Motors tem plenas condições de sair desta incômoda situação. Mas ninguém poderá negar que o dia 1º de junho de 2009 entrou para a história como a página mais triste dos cem anos de existência daquela que já foi a maior montadora de automóveis do mundo.


Até a próxima!


Vitor

Domingo, 31 de Maio de 2009

Test-drive: Mini Cooper

Se você é uma pessoa tímida, é melhor não comprar um Mini Cooper. O simpático carrinho, agora importado pela BMW, tem várias qualidades, mas a maior delas talvez seja o poder de chamar a atenção.

Por onde quer que passe, olhares curiosos seguem o carro. Os homens olham com admiração (e, às vezes, até inveja), enquanto as mulheres admiram as linhas do compacto. Aliás, não é exagero algum dizer que fiquei bem mais bonito ao volante do Mini.

Mas engana-se quem pensa que o Mini Cooper é apenas um rostinho bonito na multidão. Mesmo na versão mais barata, o motor 1.6 16V garante boas doses de diversão. As respostas rápidas e o comportamento nervoso nas acelerações empolgam e incitam o motorista a pisar fundo. A aceleração de 0 a 100 km/h é feita em 10 segundos e a velocidade máxima beira os 200 km/h. É preciso ter prudência para não ultrapassar os limites de velocidade.

Bem recheado, o Mini oferece freios com sistema anti-travamento (ABS), controle de estabilidade, faróis de xenônio e seis airbags (dois frontais, dois laterais e outros dois do tipo cortina). A excelente dirigibilidade também é item de série, herdada da BMW, atual detentora da marca.

Como já foi dito, o design é um capítulo à parte. As linhas nostálgicas conquistam qualquer um pela simpatia de suas formas arredondadas. Por dentro, o Mini é um típico caso de forma à serviço da função: os comandos de ar-condicionado e do rádio não são muito práticos, assim como os botões dos vidros elétricos. Ah, e é muito difícil não prestar atenção ao enorme velocímetro posicionado no centro da cabine.

Os ocupantes da frente viajam bem, mas a história é bem diferente no banco de trás. Há pouco espaço para joelhos e cabeça e o mesmo acontece no porta-malas. Na verdade, nada isso – e nem o preço de R$ 92.500 - interessa para o comprador de um Mini: o que vale é ser visto. E isso o carrinho sabe fazer melhor do que qualquer um.


Até a próxima!


Vitor

Sexta-feira, 29 de Maio de 2009

Transit: resumo da ópera


Bom, e chegamos ao último post sobre a Ford Transit... Ao longo destes cinco encontros, falamos um pouco sobre o lançamento que promete agitar o segmento de utilitários no país.

Com tecnologia e conforto de sobra, a Transit tem tudo para conquistar a preferência dos trabalhadores que têm o carro como verdadeiros parceiros no dia-a-dia. Como já falamos aqui, o modelo vem com itens inéditos em sua categoria - como freios ABS e airbags - e oferece toda a comodidade na hora de pegar no batente.

Gostaria de agradecer a Ford pelo convite e dizer que é sempre bom conhecer novidades como a Transit. Para um blog como o Motor Haus, tão acostumado a falar apenas dos automóveis de passeio, foi uma oportunidade muito interessante de saber um pouco mais sobre o modelo.

Além disso, a ousadia de investir no universo virtual dos blogs e do Twitter também merece aplausos. Sem dúvida, uma estratégia diferenciada para um produto tão inovador como a Transit.

Se você não leu os posts anteriores ou gostaria de relembrar tudo que foi dito aqui no Motor Haus, basta clicar aqui para conferir!

Até a próxima!

Vitor

Este post é um publieditorial

Domingo, 24 de Maio de 2009

Hyundai i30: uma boa compra?



Nos últimos anos, a Hyundai optou por uma estratégia ousada para a divulgação de seus produtos: compará-los diretamente à concorrência. Foi o que aconteceu com o Azera, vendido pela marca como um sedã com "mais espaço do que um BMW Série 7", por exemplo. A tática parece que deu certo, tanto é que o modelo virou um sucesso de vendas.

Por isso, a montadora aposta na mesma receita ao divulgar o hatchback i30. Na televisão, o locutor diz que o carro reúne as melhores qualidades de BMW, Mercedes-Benz e Audi. Apresentado durante o último Salão do Automóvel, o i30 tinha sua comercialização prometida para o início do ano. Porém, a crise mundial fez com que a Hyundai só começasse a trazer as primeiras unidades a partir deste mês.

Assim como a maioria dos Hyundai, o i30 conta com uma grande lista de itens vendidos como opcionais na maioria da concorrência (como freios ABS, oito airbags e controle de estabilidade) por um preço atraente. A montadora anuncia um valor sugerido na casa dos R$ 60 mil, o que o tornaria uma das melhores - senão a melhor - compra do segmento.

O grande problema é que, na prática, as coisas são diferentes. Uma rápida pesquisa na Internet mostra que o grupo CAOA, representante oficial da Hyundai no país, só está comercializando as unidades básicas, que não contam com todos os itens anunciados no comercial que veicula à exaustão na TV. As versões mais luxuosas - e a perua, chamada de i30 CW - devem chegar apenas no segundo semestre, apesar de as reservas já terem sido feitas há um bom tempo.

Resta saber quais providências a Hyundai tomará diante da insatisfação de alguns consumidores. O carro já provou suas qualidades, mas uma estratégia de vendas equivocada pode pôr tudo a perder num piscar de olhos.


Até a próxima!


Vitor


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